sábado, 16 de maio de 2009

Post Informativo (para mim)

Olá, esse post é simples:

J.J., Guilherme, Tio Laranja:

Se você ler esse post, por favor, posta algum sinal de vida, telefone e etc! Quero saber como andam as coisas, e tudo mais!

Obrigado! \o


Segundo post:

Pois pedir para que eu não me preocupe
E tão possível quanto pedir que a neve não caia no Alasca.
Pedir que eu não me importe
É tão fazível quanto querer que o dia não vire noite.

Não peça pelo impossível
Que não pedirei o impossível de você...
E talvez, quem sabe talvez,
As coisas dêem certo.

Deitado na minha cama, num frio gelado, com duas meias, duas camisas, duas calças e dois edredons (acho que "Dois" é o número do dia...), eu começo a pensar em algo pra escrever. Algo bobo, com significado, mas nem tanto assim; com conteúdo, mas nem tanto assim... com uma pitada feliz de tristeza, talvez... e com a palavra Alasca, porque eu pensei nela e queria usar.

Sempre tem essas palavras felizes que temos que usar nos nossos textos... ou melhor, fazemos um texto tentando enfiar essas palavras, porque elas também merecem um lugar poético, ou ao menos... num texto. Vai saber, elas podem se sentir sozinhas e abandonadas também. Talvez.

Aniventure sábado foi interessante; sempre é, talvez sempre será. Fez eu pensar em como eu preciso de um cosplay novo, e um emprego novo. Não só isso, mas isso também... E sim, a mente minha trabalha de formas tortuosas e estranhas. Eu quase pensei em adicionar a palavra 'pizza' no texto também, mas 'pizza' e 'Alasca' seria demais pra um único texto...


Anyway, preciso de idéias criativas. Ou melhor, eu preciso de um creative boom. Preciso pensar em todos os tipos de coisas, desde que 'como fazer um site pra uma associação random' até 'como prender um bebedouro de Hamster num aquário de um jeito que fique bom?'.

Sabe, eu sinto falta de escrever. Nunca entendo direito minhas vontades de escritor, talvez eu devesse tentar ter uma conversa melhor com ela, ver quais as razões que ela faz greve tão freqüentemente... assim eu acho que resolveria um dos meus problemas existênciais... Claro, se eu descobrisse algum modo de negociar com ela.

Come and go like the wind, that's the Will of the World.
Should He choose to stop the waters,
at least His waters it will stop,
and no one else, other than Himself,
could make it move again.
Such is the curse of this World.

And until the day that He realizes that no one, other than Himself, controls His world,
The water will be still.
Such is the Will of the World
The Will of the Chosen Ones.

terça-feira, 10 de março de 2009

Slip Out

Sabe, se eu tivesse que decidir uma música pra mim, seria, com certeza, Slip Out.

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I don't know since when I changed to such a cold-hearted guy.
I have to warm this frozen icy lonely heart to thaw.
I like being wrapped with warmness more than anything else for sure.
I'm gonna make my coming days to be filled with laughter and joy.

I let myself down that I'm more cruel than I thought I would be.
I'm just a loser who ends up by caring for my soul.
I don't give my heart to no one cause I don't wanna waste my time.
I tried to love this loneliness to slip out of this lonesome hole.

Sorrow is what I hate but it's grown my sensations.
Regrets taught me how to make any hard decisions.
Peace is always by my side but I've never felt it once.
Love is not the word only for the sweet romance.

Well I'm scared, scared, scared, scared to death.
And I'm scared to keep on going on my way.
Well I'm scared, scared, scared, scared to death.
And I'll tell myself I'm special till the end.

Recalling my torn broken, aching heart of these long days.
And all the memories I wanted to forget for making leaps.
Recalling, breaking, aching, crying, making sure to me.
And I take all and grin at my future on the way.

Sorrow is what I hate but it's grown my sensations.
Regrets taught me how to make any hard decisions.
Peace is always by my side but I've never felt it once.
Love is not the word only for the sweet romance.

Well I'm scared, scared, scared, scared to death.
And I'm scared to keep on going on my way.
Well I'm scared, scared, scared, scared to death.
And I'll tell myself I'm special till the end.

I don't give my heart to no one cause I don't wanna waste my time.
I tried to love this loneliness to slip out of this lonesome hole.

sexta-feira, 6 de março de 2009

4 Anos.

Hoje, por nenhuma razão específica, decidi ir dormir cedo; Uma coisa importante pra adicionar: Cedo pra mim é antes da 1 da manhã.

Mas parece que o sono não concordou muito comigo, e acordei umas 3 horas depois disso. Mas não é sobre meu sono ou falta de sono que vim falar hoje.

Sabe, com essa falta de sono, eu decidi começar a mexer umas coisas no meu quarto - Eu não gosto muito de como ele tá organizado, talvez pelo fato que não fui eu que organizei, mas minha mãe, enquanto eu morava em Joinville; mexendo numas gavetas que se tem perdida por ali (umas que não mexia faz tempo), encontrei muitas, muitas coisas velhas.

Entre elas tinha medalhas de hipismo, uma 'carta', papéis perdidos e... duas coisas interessantes.

Primeiro de todos, uma folha de desistência do curso de Psicologia na UNIVILLE... Data? Joinville, 04/05/05.

Então antes dessa data eu já estava morando em Joinville; eu me lembro ainda do meu aniversário na Paviloche, que minha família foi me visitar enquanto eu estava lá.

O outro era a reserva pra minha viagem pra Fortaleza; a viagem foi dia 5 de Setembro de 2005, durou até 14 de Setembro...

E isso me lembra de algumas coisas importantíssimas. Primeiro: Eu não me lembro de NADA da viagem de volta de Fortaleza.

É creepy; eu me lembro da ida, das várias paradas, das pessoas que eu conversava, dos lugares que eu parei, da demora super grande em SP, do calor que era Brasília, da chuva que deu perto de Fortaleza, do pouso na cidade, da Katiucha e mãe dela me esperando no desembarque...

Mas e a volta? Eu nem me lembrava que foram 10 horas de viagem em 3 aviões diferentes! A ida eu me lembro desses detalhes todos... mas e a volta? Se eu tivesse algum tipo de visão conspiracionista, eu diria que nunca voltei e estou morto em algum canto. Por um lado, até faria sentido.

Eu vou continuar fazendo a limpeza do meu quarto e as mudanças; só setou em dúvida numa coisa: No que fazer com esses dois pequenos pedaços de papel, com duas datas aleatórias, dias perdidos 4 anos atrás, numa época muito, muito diferente...


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Num assunto totalmente diferente. Eu ando com um bloqueio criativo absurdo, eu nem sei se ainda posso chamar de bloqueio, ou devo chamar de algo tipo... sei lá, amnésia. Só sei que não tenho idéias algumas.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

01

- Fujiko, você acredita em fantasmas?
Era uma voz de um jovem homem que perguntava, com um quê de esperança.

- Que raios você tá perguntando, Kenta? Besta.
E com uma resposta dessa, toda aquela esperança se esvai.

A luz alaranjada do pôr-do-sol mostrava os dois jovens que estavam em cima do telhado da escola. Parecia uma linda cena romântica, tirando que nenhum dos dois pareciam ver assim.

Fujiko e Kenta eram companheiros de crime; os dois se encontravam com freqüência naquele lugar, mesmo nunca tendo se visto dentro da escola. Kenta está no segundo ano, Fujiko no primeiro.

- Daqui a pouco você vai falar de zumbis, e como eles são reais? Ou isso é você tentando me assustar e dar em cima de mim, hã hã?
Fujiko estava sentada na pequena cerca que ficava entre o piso superior e o telhado mesmo, ela balançava as pernas pra frente e pra trás, como se estivesse se divertindo se lembrando de um ritmo de uma música antiga.

- Mesmo se eu provasse que existem, achasse um, trouxesse aqui e fizesse ele te perseguir, você não ia se assustar. E... se nem pra ir pra sala eu me esforço, até parece que pra te assustar eu vou.
Kenta estava deitado no telhado, com os braços por trás da cabeça. Olhando pros primeiros resquícios da noite, procurava por alguma estrela apressada, que chegava antes da hora.

Os professores já tinham desistido desses dois; eram uma mistura de gênios com arruaceiros - mesmo sem assistir as aulas, eles conseguiam as melhores notas de suas classes, e todo professor que tentava forçar eles a assistir as aulas, tudo que conseguiam era ter seu orgulho partido. Então um pequeno acordo silencioso foi formado: Cada um cuida de suas vidas, e todos (inclusive os orgulhos) ficavam saudáveis.

- E... dar em cima de você? O sol explodir, hordas de orcs invadirem e a Terra ser dominada por lutadores de Kung Fu; tudo isso acontece antes de eu fazer isso.

Não que Fujiko não fosse atraente, na verdade era exatamente o contrário: Ela tinha inclusive um fã-clube secreto, e suas fotos eram as mais cotadas pelo clube de fotografia.
Com seus longos cabelos negros que chegavam à cintura, um rosto fino e bem delineado, com nariz e boca pequenas, olhos afiados que pareciam ver até a alma dos outros, ela conseguia tirar o fôlego de quase qualquer um.

- Eee~ Sou nano?
Falando isso de um modo sarcástico, o silêncio cai sobre os dois. Não é como se ela pensasse "Que pena" ou algo assim, ou tivesse seu ego ferido. Se alguém tivesse algum modo de ver o que se passava na cabeça dela nesse instante, a resposta seria um imenso silêncio.

Minutos se passam com esse silêncio; não que eles estivessem desacostumados ou não gostassem dele, porém. Inclusive, esse silêncio era uma das razões pra eles estarem ali nesse instante.

- "Fantasmas existem, tenho um de estimação" é o que eu gostaria de dizer, mas oh well, eu não tenho um, e como parece que eles não querem aparecer pra mim, não acho que vou ter um anytime soon... então a resposta é não, não acredito em fantasmas.

O silêncio foi quebrado por uma Fujiko falando isso, com uma voz baixa e olhando para algumas nuvens. Se alguém a conhecesse melhor, perceberia um quê de solidão e tristeza na sua voz. Mas nem ali, nem lá embaixo ou em qualquer outro lugar se encontraria esse alguém.

Tudo que tinha era um jovem garoto, deitado no telhado e olhando meio que surpreso pra linda garota e sua cara melancólica. A surpresa logo se tornou em uma pontada de compreensão, e, seguindo os olhos de Fujiko, Kenta olha pras mesmas nuvens viajando lá no alto. Será que essas nuvens pensariam do mesmo modo? Pensando em como elas responderiam se perguntadas, Kenta, com um sorriso de meia-compreensão, responde:

- Sou... da ne?

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Como é dificil escrever um texto em português, e só em português. Deve ser a mesma coisa com um texto só em inglês, só em japonês, só em italiano ou sabe-se lá qual língua.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Texto random.

Tem horas que a vida parece um grande visual novel, com flags para serem ativadas, e múltiplas escolhas pra decidir... o problema é a falta de save game.

Sabe, eu estava pensando nos últimos dias, se a vida realmente fosse um Visual Novel... quem é o player?

Poderiamos dizer que 'somos nós!', mas o personagem principal e o jogador não são exatamente as mesmas pessoas...

Sabe quando você joga um jogo e de repente, você vê o teu personagem fazendo algo que tu NUNCA quis, e acaba xingando até a mãe dele por ter seguido aquele caminho, mesmo sendo idiota? Pois é, é isso. O problema é que nesse caso não somos o cara xingando, somos o cara fazendo a coisa idiota ;|

Mas no NOSSO ponto de vista, talvez as coisas não sejam tão idiotas assim, ne? Não que a coisa deixe de ser idiota pra quem olha de fora, só que TEM que ter uma razão pra alguém fazer as coisas idiotas. Sempre tem. ¬¬

Nem que seja aparecer mais, e ser conhecido como 'o idiota', mas toda ação tem uma razão.

Eu ando estudando mais japonês denovo, o que é uma boa.
Eu ando gastando mais dinheiro, o que não é uma boa.
Eu ando ganhando um tantico a mais de dinheiro, o que é uma boa.
Eu ando escutando música no meu celular enquanto dirijo, oque não é uma boa.

É, no balanço parece estar Okay, as coisas. Sempre está, sempre está. O problema é pesar pra um dos lados, não? Digo, não é quando está pesando pra um dos lados. O problema é fazer isso acontecer.

Eu ando pensando em como escrever coisas, btw! Digo, não textos de blog, mas um texto texto. Não sei porque comentar, porque antes de mais nada, o texto tem que evoluir e deixar de ser um rascunho e uma idéia, e virar um... ahn, texto. Ele tem vida, já, though! Tem uma idéia e um propósito, só falta um passo importante: O começo.

E meu, como odeio começos ¬¬ Eu e começos não nascemos pra nos dar bem, sério. Não sei se isso é uma epidemia, ou eu sou um caso isolado, mas eu tenho sempre um bloqueio mental com começos. "Era uma vez" deve ter sido criado por alguém com o mesmo problema.

"Era uma vez um jovem guerreiro que degolava monstros enquanto passeava por aí, era loiro, alto, com olhos azuis e um sorriso colgate." -> Nossa, ele conseguiu resumir TODA uma introdução de personagem em um parágrafo. Pena que é tão sem graça e impacto =|

"Era uma vez uma princesa que era apaixonada por um jovem mordomo de sua mansão. O mordomo, porém, era apaixonado pela maid da vizinha, que por sua vez, era apaixonada pelo filhote de Husky da bruxa." -> Um início com cara de resenha ;( E continua sem graça..

Acho que o maior problema do "Era uma vez" é que depois de começar um texto assim, ele parece ficar tão... 'enclausulado'. Digo... parece que tem uma redoma de vidro entre a história e o contador de história. Você nunca vai conseguir colocar algo do ponto de vista do personagem. Você vai colocar o ponto de vista do "jogador", do "narrador". O que é tão mais frio e sem emoção...

E então, como não quero isso eu travo uma guerra diária contra inícios! Eu já li vários inícios diferentes, pra ver se eu me inspirava (*cof*roubava*cof*) com alguma dessas idéias... Mas de nada adiantou...


E antes que alguém diga algo sobre "Mas você não faz os meios", como força do hábito, eu normalmente ESCREVO a parte da frente, mas com um buraco... do tipo:

"E num dia como esse, Kenta tinha seu esconderijo particular: Um pequeno morro de onde ele conseguia ter seu tempo com as estrelas sem os barulhos do dia-a-dia."

Que dia? Que Kenta? D: Mistérios, mistérios. E não, não responder eles não deixa a história com uma trama intricada. Deixa um buraco mesmo ;|


E well, that's it for today... I think.

Anyway, alguma idéia de introdução? Realmente aceito idéias, senão meu livro só sai quando eu tiver outro dia de iluminação divina.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Toradora Volume 04, Chapter 04

Não escrevi, mas damnit, tem horas que o espírito baixa em alguns escritores que preciso passar adiante ¬¬

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“Takasu-kun, have you ever seen a ghost?”

“What…Well, no, but…”

“You know, I really believe that ghosts exist.”

She nodded 'yes yes' to herself, but she followed up with a strongly emphasized “However”.

“However, to be honest, I’ve never seen one, so you know those spirit mediums, those so-called “people who’ve witnessed ghosts”? Truthfully, I don’t believe in them at all. There’s no reason to think they can really see anything, and it’s not like there are people who can actually communicate with ghosts. Those people who say they can are all just cons in it for the money, is what I believe.”

Without understanding where she was going with this, Ryuuji unthinkingly stared at Minori’s face in profile. As Minori faced the darkened sea, staring intensely as if looking for something that Ryuuji wasn’t aware of, she breathed ever so lightly as she kept searching.

“…And, I think there’s something else that's almost the same. You know, I believe that someday I’ll find someone I deeply love, and we’ll start dating, get married, and live happily ever after. But, realistically, I’ve never felt it happen with anyone.”

Shifting her feet gently back and forth while facing the ocean, Minori was tracing a curve of white with her tiptoes in the corner of Ryuuji’s vision.

“It’s only natural that, as early as middle school or high school, there are people who become attracted to one another, start dating, lose interest, and break up, forming ordinary relationships. There’s real love, they say…Those people seem quite far away to me. Aren’t there a lot of people who say “I can really sense something” or “I saw it”? The type claiming “Ah, my shoulders feel heavy, there are so many of them right over there, just look right there”. So it seems like the same sort of thing. Just as much as I’ll want to doubt them, thinking ‘Do they really see ghosts?’, I’ll end up thinking ‘Are they really in love?’. I just don’t see it. As much as I believe, it continuously eludes me. I’ve never experienced any of it for myself, y’know. These things that other people speak of as simply natural, they’ve never happened to me. And so that’s why, I just can’t believe in such things. I’m left on the outside…I want to believe, but I’ve kind of given up. The most I can do is enviously watch ‘the ones who can see’ with my finger in my mouth, cheering them on from the sidelines. Just that, is a connection, I guess…What a bunch of lies! It’s all a delusion! A figment of your imagination!...is what I want to shout because I still can’t shake my doubt. So, the answer to the question earlier, is “I don’t”.”



“…Takasu-kun, can you, see ghosts?”

Slowly, he licked his lips.

Making sure not to get overexcited or tremble, Ryuuji cautiously started speaking.

“…I’ve never seen one, but I guess I…believe they exist.”

“So you’re the same as me?”

He shook his side to side.

“I’m someone who ‘wants to see’. I would even go to a haunted area and peer into the darkness…It seems like you’re someone who simply believes. It’s not the same. Because you actually get really scared, right? So in a way, isn’t it more like you think they don’t exist? But because you sense something, it scares you, right?”

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Something precious was lost.

Era uma manhã normal, como todas as outras manhãs do ano, os mesmos pássaros cantando, os mesmos vizinhos acordando e andando. A mesma rua, a mesma vida. Tudo igual. Exceto uma coisa: Faltava algo.

Olhou ao redor, procurando o que faltava, e nada achou... tentou se lembrar aonde tinha deixado algo tão importante, mas nada lembrava... Não era como se ele tentasse se manter distante disso, se ele aprendera algo foi sempre manter aquilo que lhe faz bem próximo dele, protegido e à vista... mas parece que mesmo assim, as coisas são perdidas.

O seu tempo era curto, as suas tarefas lhe chamava, mas por mais 10 minutos, correra por todos os cantos de sua casa: Cozinha, quarto, banheiro, embaixo do lixeiro, na mesa... e nada. Nenhum sinal, sumiu. Então a vida lhe chamou, e começou a correria.

O dia foi passando, ele deu uma procurada inclusive no escritório - vai que tenha deixado ali no outro dia? - Porém nada... nenhum sinal. Ao entardecer, decidiu procurar na polícia, nos achados e perdidos; mas riram de sua cara, inclusive: "Como alguém consegue perder isso? É estúpido por demais!". Porém não desistiu; correu ao redor de sua casa, perguntando aos vizinhos... "Se eu ver, eu falo com você!"... Tsk.

E então, acabou o dia. Um pouco mais vazio, um pouco mais pobre, porém ainda vivo.

Próximo dia, a dúvida da perda não mais o assombrou; e a coisa perdida continuou perdida para todo o sempre, sem ser lembrada por ninguém. Apenas por ela mesma.

Fim.